E essa tal alimentação?

Nossa, esse tema é polêmico! Dentro da minha cabeça rola uma disputa enorme entre como eu gostaria que meus filhos se alimentassem e como de fato eles se alimentam.

No mundo encantado das famílias perfeitas as crianças comem muitas verduras e frutas, e pouquíssimos doces e frituras! Comem de 3 em 3 horas, de forma regrada, e não relutam em experimentar. Mas na vida real não é bem assim… pelo menos não na minha casa!

É bem verdade que hoje eu sei que a forma como a introdução alimentar é feita pode fazer a diferença. Na época do Enzo íamos a uma pediatra que seguia o método tradicional: papinhas. E assim ele ficou até completar 10 meses! Confesso que na época gostei muito e ficava tranquila em saber que ele estava comendo super bem. Fazia papinhas de tudo: cará, inhame, mandioca, mandioquinha, verduras, grãos, etc. Era bem rica mesmo!

Mas quando o Enzo fez 10 meses sentimos a necessidade de mudar de médico. Nos recomendaram um senhor, pertinho da nossa casa, que depois descobrimos ser chefe da pediatria do HC. Ele é especialista nutrólogo, e me lembro que uma das primeiras perguntas dele foi se já havíamos dado picanha ao pequeno! Na hora demos risada pois tínhamos certeza de que se tratava de uma brincadeira. SQN! Ele falava sério, e a partir dali passamos a dar ao Enzo a alimentação da casa, e continuamos evoluindo super bem no ganho de peso e na saúde.

Com 1 ano o Enzo começou a apresentar suas preferências alimentares. Nessa mesma época, os doces foram liberados e ele comeu o primeiro chocolate. As conclusões que tiramos dessa fase foram: crianças gostam, sim, de comer besteira. E se tiver que escolher entre um pacote de salgadinhos e um prato de salada, adivinha??? risos. Por isso, em casa, não temos essa opção. Salgadinhos, doces e guloseimas não estão disponíveis durante a semana. E, mesmo no final de semana, ele só come quando recebemos visitas e acabamos servindo.

Além disso, o que tentamos fazer é sempre oferecer uma alimentação diversificada na janta (eles almoçam na escola). Queremos dar o exemplo! Por isso sempre tem algum tipo de verdura, legume, carne branca e grão, na mesa. As vezes ele aceita, as vezes não. Mas sei que, só de nos ver comendo, já é um avanço para, nas próximas tentativas, ele experimentar.

Com a Sophia a coisa esta acontecendo de um jeito um pouco diferente. A introdução alimentar dela foi acompanhada pelo novo médico, que segue um pouco a linha BLW (ou Baby-led Weaning). A idéia principal é, basicamente, oferecer para o bebê exatamente o que a família esta comendo, e não preparar papinhas como no método tradicional.

A grande diferença que notei foi que ela é bem menos resistente a experimentar novos alimentos hoje, com 1 ano e dois meses, do que o Enzo com essa mesma idade. Ela come verduras e legumes muito bem pois eles sempre fizeram parte da alimentação dela. Brócolis sempre foi brócolis, e não um pontinho verde na papinha multicolor como era com o Enzo.

Vamos ver como a coisa evolui. Talvez seja cedo para comemorar!

Mais informações sobre BLW no site da crescer:(http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Alimentacao/noticia/2015/06/metodo-blw-introducao-alimentar-sem-papinha.html)

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Um comentário sobre “E essa tal alimentação?

  1. Como mãe sempre achei que a papinha era o idea l(eu fazia com figado, com musculo, com frango, colocava a feira inteira…rs) ….como vc disse, ficamos mais tranquilos, ali tem tudo……agora como avó…..rsrs…..td diferente…..tadinhos, comer aquela coisa sem gosto definido…e todos os dias……credo, ninguem merece….rsrs

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