As fases que se encerram…

Amanhã é o último dia de aula das crianças, antes das férias de final de ano. E esse ano estou especialmente emotiva com a despedida na escolinha! A razão é simples: ano que vem Enzo sai do Infantil e vai para o G3, ao mesmo tempo em que Sophia sai do berçário e vai para o Infantil.

Eu sei, eu sei… nada demais, uns vão dizer. Mas quem é mãe sabe como essas pequenas coisas mexem com a gente! Pra mim, é como se eles estivessem se formando na faculdade (risos). Saber que ano que vem eles enfrentarão novos desafios, conhecerão novas pessoas, terão outra rotina, os faz parecer tão grandes… e eu me pego pensando: cadê meus bebês???

E mais: as queridas professoras, que atravessaram o ano com meus pequenos, que se dedicaram, deram colo, socorreram e ensinaram taaaanto… não vão mais fazer parte das vidinhas deles!

Hoje, preparando as lembrancinhas delas, escrevi uma pequena cartinha de despedida, com lágrimas nos olhos e um nó na garganta! É provável que meus filhos não se lembrem mais dessas “tias” daqui alguns anos… eu mesma não me recordo das minhas primeiras professoras! Mas da minha cabeça e do meu coração tenho certeza de que elas nunca sairão!

 

Anúncios

Então é Natal…

Enzo esta completando 3 anos em janeiro e esse Natal esta sendo bem diferente dos anteriores. Meu pequeno já esta maiorzinho e entende absolutamente tudo o que falamos para ele (embora, as vezes, finja que não).

Por isso achamos que seria o momento de contar o que representa o Natal. Desde o início de novembro estamos explicando, devagarzinho, a história do menino Jesus, de seu nascimento e de quem ele foi. Apesar de não frequentarmos a igreja, tanto eu quanto meu marido somos cristãos e batizamos nossos filhos no Catolicismo.

A vovó montou um belo presépio na lareira de sua casa, e fica bem mais fácil de ilustrar pra ele!

Acredito que esse vai ser o primeiro Natal que ele realmente entenderá. Confesso que estou ansiosa por essa data! Eu adoro o Natal… adoro os momentos em família, adoro as músicas, o clima… acho que todo mundo fica mais feliz nessa época! Tenho excelentes recordações dos Natais da minha infância e estou louca para dar o “start” nas memórias dos meus pitucos.

Nossa empolgação é tanta que Sophia (que mal fala) já canta inteirinha a música “Sapatinho de Natal”! E ela cantarola todos os dias indo pra escola… um baratinho!

Quanto ao Papai Noel, nem preciso falar, né?! A expectativa por aqui é grande… já fomos visita-lo no shopping algumas vezes e os olhinhos brilham só de avistar o bom velhinho! Sou totalmente a favor dessa fantasia… estimulo mesmo! Gosto da ideia de que ele realmente existiu (famoso São Nicolau) e, apesar de muitos o associarem ao consumismo, para mim ele é pura bondade, amor e compaixão.

 

 

A “esperteza” do segundo filho

Ouvi muito, durante a gravidez inteira, o quanto o segundo filho geralmente é mais “esperto” do que o primeiro. Nunca entendi muito bem, já que tenho apenas um irmão gêmeo.

Agora, com minha caçulinha com 1 aninho, consigo refletir melhor sobre o que essa afirmação quer dizer. Ela de fato é bem mais “espoleta” do que o irmão. A gente percebe que ela já tenta fazer coisas que não condizem com a idade/tamanho dela. As vezes consegue, as vezes não.

O segundo filho é muito mais independente. Ele “se vira”. Apesar da Sophia ser super apegada a mim (um grude, em português bem claro rs), ela dorme sozinha (e a noite toda) no berço desde os 2 meses; ela toma suco no copinho desde os 6 meses; ela segura a própria mamadeira quase que desde que começou a usa-la. Com o objetivo de ir atrás do irmão, antes dos 7 meses ela já começou a se arrastar pela casa e um pouco depois disso já começou a andar apoiadinha.

De uma forma geral, acho que tudo é uma questão de estímulo. O primeiro filho recebe os estímulos mais apropriados para sua faixa etária… o segundo recebe os da sua faixa etária, e os da faixa etária do primogênito. É fácil de visualizar: o Enzo (tadinho) ficou trancado em casa até completar 3 meses (neuras de mãe de primeira viagem somadas às orientações de uma médica radical). A Sophia com 1 semana teve que nos acompanhar no “Dia da Família” na escolinha do Enzo. Desde muito cedo Sophia tem contato com outras crianças, outros ambientes, outros “ares”.

Confesso que o fato de ter que dividir o meu tempo entre os dois também ajuda! Ela “teve” que aprender a fazer algumas coisas antes da hora. Lembro-me bem dela, com poucos meses, se esforçando para pegar o copinho de suco enquanto eu preparava alguma coisa para o mais velho. Ou eu a ensinando a segurar a mamadeira enquanto tinha que correr para levar o Enzo ao banheiro, apertado pra fazer xixi.

Enfim, Sophia é mesmo da “pá virada”… mas acredito que, além de ter um temperamento forte, ser mulher (vou escrever outro post sobre as diferenças de gênero), e ser leonina, o grande diferencial é mesmo o professorzinho que ela tem em casa.

 

 

Relato de parto – O nascimento da Sophia

O parto da Sophia foi bem parecido com o do Enzo. A maior diferença, na verdade, foi na angustia da espera. Enquanto o Enzo nasceu antes de completar 38 semanas, a Soph chegou ao mundo quase completando 40.

No dia 21/08/2014 fomos fazer um ultrassom de rotina. A previsão era de que a pequena nascesse até dia 25/08. Não estávamos com pressa e já tínhamos combinado de esperar o tempo dela. Acontece que aquele ultrassom mudou um pouco nossos planos. Algumas horas depois de sairmos da clínica, minha médica liga pedindo para ir no dia seguinte no consultório para conversarmos.

Aparentemente a Sophia já não estava mais crescendo, o cordão já não estava mais cumprindo sua função como deveria, e talvez fosse a hora de intervir. Lembro-me bem das recomendações dela naquele telefonema:

– Caru, agora é hora de tentar agilizar o trabalho de parto. Vai caminhar, senta na bola, come pimenta, etc (risos)! Se não for essa madrugada, amanhã provavelmente teremos que induzir ou ir pra cesárea.

Apesar de não ser o que havíamos planejado, lembro-me bem de que não me assustei com a possibilidade da cesárea.

Cheguei em casa, deixei o Enzo na casa da vovó e fui fazer a unha na minha manicure, que fica no meu condomínio. Na volta resolvi ir caminhando para ver se ajudava. Nada!

Jantei, coloquei o Enzo na cama e me preparei pra dormir. La pela meia noite acordo sentindo leves contrações, bem parecidas com as que tive no trabalho de parto do Enzo, talvez um pouco mais fracas. Resolvi tomar um banho para ver se relaxava. As contrações diminuíram, voltei pra cama. Assim que deitei, elas voltaram. Comecei a ficar aflita e acordei meu marido. Enquanto caminhava pelo quarto, tomei um buscopan. Não passou e resolvemos ligar pra minha médica. Já era por volta de 1h da madrugada e ela já sentiu na minha voz que tinha alguma coisa diferente. Perguntou se eu já havia tomado o buscopan, eu respondi que sim, e ela me orientou:

– Caru, vamos pra maternidade. Se não for trabalho de parto, a gente já vê o que pode fazer, já que o cordão não esta mto bom mesmo!
Diferente de como foi com o Enzo, que só deixei pra avisar a família quando já estava na maternidade, com a Sophia tive que ligar pra minha mãe e meu irmão, já que precisava que alguém viesse ficar com o primogênito.
Quando meu irmão chegou já estávamos na porta, com o carro carregado e todas as recomendações para com o pequeno em um papel na cozinha. Saímos, dessa vez com a certeza de que só voltaríamos com a bebê nos braços.
Chegamos no hospital por volta das 2:30h. Meus pais e a dra já estavam nos aguardando. Fomos fazer o exame de toque e eu estava com 5cm de dilatação. Definitivamente estávamos em trabalho de parto, mas o cardiotoco mostrou que as contrações eram muito fracas e não seriam suficientes para descer a Sophia, que ainda estava alta para nascer. Minha médica optou por colocar um pouco de oxitocina para estimular, mas a Sophia sentiu e seus batimentos cardíacos começaram a oscilar demais. Tivemos que tirar o hormônio. Estouramos a bolsa para ajudar e ai a coisa começou a pegar (risos). Finalmente senti as tão famosas dores de contração e, de fato, são punks.
Ainda na sala de pré-parto a doutora me pediu para fazer força toda vez que a contração chegasse, ao mesmo tempo que ela fazia o toque. Assim seguimos por um tempo. O objetivo era ajudar a Sophia a descer. Até que teve uma hora que joguei a toalha. As dores estavam bem fortes e eu não via a hora de acabarem. Resolvemos ir para a sala de parto, aplicar a anestesia, e torcer para, com os meus músculos relaxados, a baixinha encaixar. Dito e feito! Assim que a anestesia pegou a Sophia já coroou. Segundo minha médica, seu parto foi ainda mais tranquilo e bonito do que o do Enzo. Chegou ao mundo as 5:18h! Logo veio pro meu colo!
O pós-parto da Soph foi bem mais tranquilo que o primeiro. Como já tínhamos o histórico, saí da sala de parto com a prescrição de 1 bolsa de ferro já naquela manhã. Tive um leve mal-estar, pressão caiu, paguei mico, marido surtou, mas nada grave (risos). Em dois dias estávamos em casa, curtindo a caçulinha.
E assim foi o parto da minha pequena, que desde a barriga mostrou bem quem manda (hehe).

Relato de parto – O nascimento do Enzo

Os dias mais importantes da minha vida foram, sem dúvida, os dias que meus pequenos nasceram. Quero aproveitar que as lembranças ainda estão frescas na minha memória para escrever o relato de cada um deles, de forma que no futuro, quando os detalhes me escaparem, eu tenha onde ler e relembrar. Vou começar com o do Enzo:

O trabalho de parto do Enzo foi uma benção… eu não tive nem tempo de ficar ansiosa ou com medo. Com 37 semanas e 5 dias comecei a sentir algumas contrações leves. Para mim se tratavam das famosas contrações de Braxton-Hicks, ou Contrações de Treinamento. Eu tive muitas delas, quase que a gravidez toda. A barriga ficava dura por alguns segundos, e relaxava. A diferença, naquele dia 14/01/2013, era que elas não paravam. Começaram por volta das 20h e, apesar de não virem muito regulares, apareciam com uma frequência razoável. Fiquei andando pelo corredor da minha casa para ver se ajudava, mas, apesar de ainda sem dor, elas só aumentavam. Quando deu aproximadamente 22:30h achamos melhor ligar para minha médica. A orientação foi tomar um Buscopan e ver se as contrações diminuíam. 30 minutos se passaram, a dra me ligou:
– As contrações passaram?
– Nem um pouco…
– Toma mais um e daqui 30 minutos nos falamos novamente.

Tomei! 30 minutos… nada! Ela liga de novo:
– E agora?
– Mesma coisa!
– Vai pro hospital… pelo sim pelo não, melhor dar uma olhada.

Desliguei o telefone já tremendo… me deu um leve pânico em pensar que poderia estar em trabalho de parto. Me arrumei como quem vai voltar pra casa dali 1h, certa de que era alarme falso. Insisti com meu marido de que não precisava carregar o carro com mala de maternidade, lembrancinhas, bebê conforto, etc. Sorte que ele não me ouviu!

Saímos de casa aproximadamente 00:30h e chegamos ao hospital la pela 1:00h da madrugada. Optamos por ter o Enzo no Hospital Albert Einstein. Fiquei impressionada com a preocupação e agilidade das pessoas em me encaminhar para a maternidade. O mais engraçado era que eu não me sentia em trabalho de parto. Não tinha dor, não tinha líquido escorrendo entre as pernas, não tinha “escarcéu” como nos filmes.

Chegamos ao pré-parto, a enfermeira me entregou um avental e pediu que me trocasse. Em seguida deitei em uma maca onde ela colocou o cardiotoco, afim de monitorar minhas contrações e os batimentos cardíacos do pequeno. Aparentemente estava tudo normal… fiquei la por 20 minutos e as contrações estavam fracas, porém regulares. Ela fez o exame de toque e logo já deu o veredicto: 7 cm de dilatação. Vai nascer!

Eu nem acreditei! Como assim, vai nascer??? Ela logo completou: vou ligar pra sua médica. E eu repliquei: calma, antes eu preciso ligar pra minha mãe! Minha médica até poderia não chegar a tempo, mas minha mãe tinha que estar la! Risos

Meus pais chegaram, meu irmão chegou, e logo a dra também apareceu!

Dali até o Enzo vir ao mundo, as 3:18h da madrugada, foi tudo muuuuito rápido. Fomos pra sala de parto e em poucos minutos o pimpolho já estava nos meus braços. Lindo!

Se o parto foi assim, tão tranquilo, o pós-parto não foi tanto. Tive um pouco de anemia, e por isso fiquei 2 dias a mais no hospital. De resto, não tenho do que reclamar! Meu pequeno nasceu saudável, logo pegou meu peito e já saiu da maternidade recuperando o peso que geralmente se perde após o nascimento.

Talvez no futuro os detalhes desse dia me fujam… mas sempre guardarei, na minha memória e no meu coração as emoções, as angustias e as alegrias do momento em que me tornei MÃE!

E essa tal alimentação?

Nossa, esse tema é polêmico! Dentro da minha cabeça rola uma disputa enorme entre como eu gostaria que meus filhos se alimentassem e como de fato eles se alimentam.

No mundo encantado das famílias perfeitas as crianças comem muitas verduras e frutas, e pouquíssimos doces e frituras! Comem de 3 em 3 horas, de forma regrada, e não relutam em experimentar. Mas na vida real não é bem assim… pelo menos não na minha casa!

É bem verdade que hoje eu sei que a forma como a introdução alimentar é feita pode fazer a diferença. Na época do Enzo íamos a uma pediatra que seguia o método tradicional: papinhas. E assim ele ficou até completar 10 meses! Confesso que na época gostei muito e ficava tranquila em saber que ele estava comendo super bem. Fazia papinhas de tudo: cará, inhame, mandioca, mandioquinha, verduras, grãos, etc. Era bem rica mesmo!

Mas quando o Enzo fez 10 meses sentimos a necessidade de mudar de médico. Nos recomendaram um senhor, pertinho da nossa casa, que depois descobrimos ser chefe da pediatria do HC. Ele é especialista nutrólogo, e me lembro que uma das primeiras perguntas dele foi se já havíamos dado picanha ao pequeno! Na hora demos risada pois tínhamos certeza de que se tratava de uma brincadeira. SQN! Ele falava sério, e a partir dali passamos a dar ao Enzo a alimentação da casa, e continuamos evoluindo super bem no ganho de peso e na saúde.

Com 1 ano o Enzo começou a apresentar suas preferências alimentares. Nessa mesma época, os doces foram liberados e ele comeu o primeiro chocolate. As conclusões que tiramos dessa fase foram: crianças gostam, sim, de comer besteira. E se tiver que escolher entre um pacote de salgadinhos e um prato de salada, adivinha??? risos. Por isso, em casa, não temos essa opção. Salgadinhos, doces e guloseimas não estão disponíveis durante a semana. E, mesmo no final de semana, ele só come quando recebemos visitas e acabamos servindo.

Além disso, o que tentamos fazer é sempre oferecer uma alimentação diversificada na janta (eles almoçam na escola). Queremos dar o exemplo! Por isso sempre tem algum tipo de verdura, legume, carne branca e grão, na mesa. As vezes ele aceita, as vezes não. Mas sei que, só de nos ver comendo, já é um avanço para, nas próximas tentativas, ele experimentar.

Com a Sophia a coisa esta acontecendo de um jeito um pouco diferente. A introdução alimentar dela foi acompanhada pelo novo médico, que segue um pouco a linha BLW (ou Baby-led Weaning). A idéia principal é, basicamente, oferecer para o bebê exatamente o que a família esta comendo, e não preparar papinhas como no método tradicional.

A grande diferença que notei foi que ela é bem menos resistente a experimentar novos alimentos hoje, com 1 ano e dois meses, do que o Enzo com essa mesma idade. Ela come verduras e legumes muito bem pois eles sempre fizeram parte da alimentação dela. Brócolis sempre foi brócolis, e não um pontinho verde na papinha multicolor como era com o Enzo.

Vamos ver como a coisa evolui. Talvez seja cedo para comemorar!

Mais informações sobre BLW no site da crescer:(http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Alimentacao/noticia/2015/06/metodo-blw-introducao-alimentar-sem-papinha.html)

A admiração da irmã mais nova

As vezes me pego observando minhas crias… fico ali, por alguns minutos, apenas curtindo os dois interagindo. Na verdade esse foi o momento que mais aguardei desde que descobri a segunda gravidez! Não via a hora de vê-los brincando juntos.

E entre todas as gracinhas, carinhos, brigas e birras que costumo presenciar, o que mais me encanta é a admiração da pequenininha pelo irmão mais velho. É lindo e emocionante de ver… seus olhinhos chegam a brilhar!

Pra quem vê de fora a sensação é de que o comportamento dela é como o de qualquer criança quando encontra uma mais velha: a ansiedade por crescer e conseguir fazer as coisas que hoje não consegue (ou não pode) cria uma certa idolatria.

Mas eu sei que não é só isso…

A Sophia tem paixão pelo irmão. Quando o vê fica em êxtase. Toda noite  faz questão de dar um beijo no pequeno antes de dormir (e é sério… ela só da no papai depois de dar no Enzo!). Quer ver ela nas nuvens? É só ele dedicar um pouco mais de atenção a ela… nossa, o sorriso vai de orelha a orelha!

O que ele faz, ela quer fazer! O que ele canta, ela quer cantar! O que ele come, ela quer comer! E agora é tudo em dose dupla em casa. Principalmente o amor!

O desfralde

O desfralde do Enzo foi super tranquilo! Na verdade acho que nosso maior acerto nesse processo foi esperar o tempo dele! Pouco antes do Enzo completar 2 anos eu fiquei na dúvida se não era o momento de tirar a fralda. Achei que ele já dava alguns sinais! Mas conversei com a coordenadora pedagógica da escola e ela me mandou um questionário que me ajudou muito! Não tenho mais as perguntas que recebi, mas achei essas no Babycenter Brasil que são parecidas:

Sinais físicos
Anda com firmeza, e até consegue correr.
Faz bastante xixi de cada vez (e não de pouquinho em pouquinho).
Faz um cocô razoavelmente sólido, em horários mais ou menos previsíveis.
Fica “seco” por pelo menos três ou quatro horas, ou seja, os músculos da bexiga conseguem segurar a urina.

Sinais de comportamento
Consegue ficar sentado na mesma posição por entre dois e cinco minutos.
Consegue abaixar e levantar as calças.
Fica incomodado quando a fralda está suja ou molhada.
Demonstra interesse nos hábitos de higiene (gosta de observar os outros irem ao banheiro ou quer usar cueca ou calcinha).
Não demonstra resistência à idéia de usar o penico ou a privada.
Está numa fase em que gosta de colaborar, e não numa fase “do contra”.

Sinais cognitivos
Consegue seguir instruções simples, como “vá pegar aquele brinquedo”.
Entende que cada coisa tem o seu lugar.
Tem palavras para xixi e cocô.
Entende os sinais físicos de que está com vontade de ir ao banheiro, e consegue pedir para ir (ou até segurar a vontade um pouco).

Bom, quando vi que tinha mais respostas “não” do que respostas “sim” percebi que aquele não era o momento e desencanei. Alguns meses depois (o Enzo ja estava com 2 anos e 2 meses) achei que era hora de rever o questionário. Confesso que ainda estava insegura: com a Sophia ainda pequenininha me arrepiava a idéia de ter que lidar com xixis e cocôs pela casa. De qualquer forma, resolvi marcar uma reunião na escola para conversar sobre o assunto novamente.

Era sexta-feira e no caminho comentei com o Enzo que iria conversar com a Ale sobre o desfralde dele. Ele ficou super animado e contou para todo mundo, dizendo, em linguagem de índio (pausa para ataque de fofurice): “Mamãe conversar Ale para Enzo usar cuequinha” kkkk. Bom, pelo visto já era um caminho sem volta… meu pequeno já estava entusiasmado com a idéia de usar cuecas. Ale me apoiou e me encorajou a dar início ao processo e saí de la preparada psicologicamente para começar naquele final de semana.

O programa daquela noite foi comprar cuequinhas bacanas no shopping, já que a Ale havia me orientado de que quando uma criança começa o desfralde eles fazem um “oba oba”, contando a novidade para os amigos e mostrando as cuequinhas (ou calcinhas). Compramos: relâmpago mcqueen, ben10 e algumas mais básicas. Foi o máximo e ajudou a aumentar a expectativa do baixinho.

Sábado de manhã sentamos os 3 na sala e conversamos seriamente:
– Enzo, a partir de agora você não usará mais fraldas. Você entende o que isso quer dizer?
– Sim.
E nós reforçamos:
– Toda vez que você precisar fazer xixi ou cocô precisará nos avisar para irmos até ao banheiro, tudo bem?
– Tudo bem!

Pronto! Mentira, não foi tão simples! risos

No início levávamos o pequeno ao banheiro, com ou sem vontade, a cada meia hora, aproximadamente. Ficávamos la por mais ou menos 5 minutos, aguardando que alguma coisa acontecesse. Diria que essa parte não é das mais fáceis. Tem uma hora que a criança não aguenta mais ser levada ao banheiro. E ai entra a nossa criatividade: contávamos histórias, inventávamos brincadeiras, etc. Quando nada mais parecia funcionar compramos um estojo de canetinhas. O plano era: só podem ser utilizadas no banheiro! Pode pintar o vaso sanitário, o chão, as paredes, ele mesmo, a mamãe (ai)… mas só no banheiro! Ebaaaa… funcionou! Ele adorou a idéia e ir ao banheiro passou a ser divertido.

Com o tempo tudo vai ficando mais fácil… em 1 semana o Enzo já não deixava escapar durante o dia e na semana seguinte tirou a fralda da soneca. Logo não precisávamos mais leva-lo com tanta frequência ao banheiro, pois ele já conseguia pedir e segurar mais.

Quando estava com 2 anos e 6 meses (4 meses depois do desfralde diurno), saindo do banho, fomos colocar a fralda para dormir, no que o Enzo vira e fala:
– Não quero fralda. A fralda é da Soph… o Enzo usa cueca.”

E pronto… tiramos a fralda noturna também. No tempo dele, sem pressa, sem traumas! E até hoje, 3 meses depois, tivemos apenas 2 escapes, que aconteceram pela manhã, quase na hora de acordar. Nunca acordamos o pequeno para fazer xixi depois que tirou a fralda. Ele faz xixi antes de dormir e só volta a fazer la pelas 8h da manhã do dia seguinte. Detalhe importante: depois que tiramos a fralda noturna passamos a dar o leite na nossa cama, e não mais na caminha dele, e só leva-lo para dormir depois de fazer xixi e escovar os dentes.

PS. é bem verdade que, em algumas horas, ter um penico musical é interessante. Ganhamos um do dindo e da dinda e ele adora. Ajuda (MUITO) na hora de convence-lo a fazer xixi antes de dormir. Dançamos, brincamos, fazemos palhaçada e  é uma farra!

Rezando aqui para o desfralde da Soph ser assim, tranquilo!

O amor de irmãos

Das coisas que mais me encantam na minha vida de mãe é o amor que já existe entre meus filhos. É engraçado isso… mas eles realmente se amam! Se amam como amam a mim ou ao papai! E, por mais que tenhamos desejado esse amor desde que pensamos em ter filhos, ele aconteceu de forma natural! Assim como deve acontecer com todos os irmãos (ou a maioria deles)!

É claro que sempre existe um trabalho… um cuidado para evitar o tão assustador “ciúmes” que ronda nossas vidas desde o momento em que descobrimos a segunda gravidez. Ahhhhh o ciúmes! Porque por mais que você tente esquecer esse assunto, tem SEMPRE alguém pra te lembrar: “e aí, ele já esta com ciúmes?”; ou ainda: “ah, ele está chorando assim porque esta com ciúmes…”. Gente, como isso me irritava… na minha cabeça quanto mais se falava nisso, mais o Enzo entenderia que era “legal” sentir ciúmes! Por isso eu sempre desconversei… e a verdade é que ele não tinha ciúmes mesmo! E ainda não tem! É claro que ficou mais apegado a mim durante a gravidez… mas não acho que isso seja ciúmes! Ele não apresentou nenhum tipo de resistência nas mudanças que tivemos que fazer na vidinha dele por conta da chegada da irmã!

E quando ela chegou… aí sim foi mágico! Era como se, da noite para o dia, o meu primogênito tivesse se transformado de bebê em criança. Ele tinha apenas 1 ano e 7 meses, mas parecia entender perfeitamente tudo o que estava acontecendo! Entendeu quando, no dia 21/08 foi dormir tranquilo com a mamãe e o papai e, no dia 22/08  acordou com o padrinho. Entendeu quando foi até o hospital conhecer a irmãzinha e ficou encantado enquanto a acariciava em seu  colo. Entendeu quando teve que ir embora com a vovó e o vovô, enquanto a mamãe e o papai ficavam no hospital. E, principalmente, entendeu quando fomos todos pra casa (sim, porque a vovó o levou no hospital no dia da alta para que pudéssemos chegar em casa “todos juntos”, exatamente como queríamos que fosse a nova família que estávamos começando)…

E ali, naquele dia 24/08, nasceu um irmão mais velho! Um irmão carinhoso, cuidadoso, que se preocupa com o choro da caçula e abre mão do colo da mamãe só para vê-la se acalmar! Um irmão que acorda de manhã ansioso pela pequena, e olha atento a babá eletrônica esperando que ela acorde! Um irmão que abre a porta do quartinho da Sophia no meio da noite, apenas para lhe dar um beijinho e desejar bons sonhos!

É claro que nem tudo são flores… com esse pouco tempo de convivência eles já tiveram seus atritos também! Mas que irmão não tem, não é mesmo? E é assim que eu espero que seja a vidinha deles… onde as discordâncias são inevitáveis, e até saudáveis, mas onde o amor supera tudo e alimenta a amizade e o companheirismo que toda mãe sonha para seus filhos. Que assim seja! Amém!

Ensinando o valor do dinheiro

Nesse dia das crianças resolvemos tentar ensinar um pouco sobre o valor do dinheiro para o Enzo. A bisa deu um dinheirinho de presente e achamos que seria uma boa oportunidade de mostrar que as coisas não são de graça. Todos os dias, quando vou deixa-los na escola, explico que preciso trabalhar para poder comprar comida, leite e as coisinhas dele.  Sei que ele é muito novo para entender a complexidade da vida financeira de uma família, mas acredito que é de cedo que ensinamos e mostramos o valor das coisas.

Bom, o primeiro passo dessa nossa missão foi explicar que ele havia ganhado um dinheirinho de dia das crianças e que poderia escolher um brinquedinho quando fossemos ao shopping. Nós sabíamos que ele estava louco pelos aviõezinhos  do Super Wings (um amiguinho da escola tem e todos os dias o Enzo falava do tal aviãozinho), por isso eu dei a idéia: “filho, podemos comprar o aviãozinho que você tanto quer, o que acha?”.

Ótimo… ele AMOU a idéia e passou a semana perguntando quando iríamos ao shopping pra ele comprar o tal aviãozinho. Chegou a tão esperada sexta-feira e la fomos nós. Entramos na loja e a primeira coisa que perguntamos para a atendente era onde estavam os aviõezinhos do Super Wings. Achamos! Ufa! Mas péra… e esse Relâmpago Mcqueen? “Eu quero o Relâmpago Mcqueen mamãaaaaaae…”

Santo Deus… pensa numa criança que tem MUITOS Relâmpago Mcqueen???? Me recusei… expliquei pra ele: “Enzo, mas você tem muitos carrinhos filho… você não tem nenhum Super Wings! Você falou a semana toda que queria um Super Wings! Vamos levar o avião querido… você vai se arrepender se não levar!”. Insisti! E nada! Não convenci! Mas não desisti… pensei: “Se não quer o Super Wings tudo bem, mas outro Mcqueen não dá…” e começamos a mostrar outras opções na loja. Achamos um boneco do Hulk… ele gostou, o dinheirinho dava! Perfeito! Corre pro caixa antes que ele queria o Mcqueen de novo (risos).

Compramos! Missão cumprida!

No dia seguinte, voltando da casa da vovó, o Enzo me solta:
– Mamãe, eu quero o aviãozinho do Super Wings…
– Oi??? Mas, Enzo, lembra que a mamãe te explicou?! Você não quis comprar o avião… você quis o Hulk, filho!
– Mas eu queeeeeeeeero…
– Ta bom, Enzo. Vamos fazer o seguinte? Quando chegarmos em casa escrevemos a cartinha pro Papai Noel… quem sabe ele não te traz no Natal.

Ele topou! Não tocou mais no assunto!

Que conclusão eu cheguei com essa história toda? Talvez ele não tenha entendido tudo que tentamos ensinar com essa “lição”, mas foi bom para mostrar que as coisas não caem do céu e que devemos arcar com nossas escolhas, por menores que sejam.